Master Of Simplicity

A maior lição da vida

Presenciamos uma geração corrida, louca e impulsiva. Será que paramos para pensar em algum momento?

Fazemos compras em casa com um clique apenas. Recebemos pagamentos através de um chipzinho no telemovel. São produzidos alimentos à velocidade da luz. As mortes se anunciam em segundos pelo facebook. A simplicidade e o amor verdadeiro são deixados para segundo plano. Esquecemo-nos de dar valor a nós mesmos. Vive-se a era do “piloto automático”: tudo em função de prazos e do que tem de ser feito…

Teremos deixado de amar, de sentir ou de ser nós mesmos? Como conseguimos amar alguém se não nos amamos? Como temos tempo para os outros se não o temos para nós?

A acção inconsciente tem as suas consequências. Alguma vez criou um Plano B para as suas decisões?

  • Antes de decidir ter um filho pensou na possibilidade de ter de o criar sozinho?
  • Antes de deixar o emprego atual, pensou na possibilidade de ficar desempregado mais tempo do que o previsto?
  • Antes de casar, pensou na possibilidade de um dia se separar?
  • Antes de criticar alguém pensou na possibilidade dessa pessoa estar muito doente?

Eu confesso que acredito na lei da atração. Como tal, não gosto de pensar no lado negativo. Porém, neste caso não me refiro a concentrar no ruim mas sim a preparar e a considerar uma alternativa para o caso de não acontecer o que você tinha previsto. Trata-se apenas de um “Plano B” que o ajuda a não ficar de pés atados em uma situação desesperante.

Por diversas vezes na minha vida não tive medo de arriscar, como quando vendi tudo em Portugal e fui para o Canadá! Em alguns desses casos nem plano fazia para o caso de algo não correr bem. Eu não colocava hipótese de margem para erro. Mas, e se algo não tivesse corrido bem?

Já não há tantas pessoas de palavra. O que é ilegal ou errado não assusta ou impede alguém de agir incorretamente. A desonestidade e a falsidade banalizaram-se. O que você vai fazer? Chorar? Depender dos pais? Viver na rua? Refugiar-se em um vício auto-destrutivo?

Aprendi a valorizar-me, a amar-me.
Aprendi o que adoro e quero para mim.
Lutei pelo que desejei.
E em momentos de “contratempos” fui obrigada a entender que devemos sempre pensar nas consequências de tudo, para não dependermos impostamente de terceiros.

O minimalismo estimula a reflexão e a análise de todas as áreas da vida. Se você não tem amor próprio, você nunca se sentirá realmente feliz. Se você não pára para pensar nas suas decisões e acções, correrá o risco de ser surpreendido negativamente.

Ame-se. Conheça-se. Não deixe nunca de lutar. Mas considere a hipótese de um plano B, um plano C, um plano D… sempre mantendo a concentração e o foco no plano A! 🙂

Não se arrisque às cegas sem uma alternativa, especialmente em situações que não dependem apenas de si, pois isso o colocará na corda bamba e, quem sabe, afectará com a sua motivação. Faça tudo com amor, dedicação e confiança! Sempre com a consciência de como dar a volta por cima!

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One Reponse

  1. Olá minha querida!
    Espero que te encontres bem, tu e a tua princesa!
    Embora nem sempre comente nunca deixo de ler as tuas publicações, gosto sempre imenso do que escreves. Fazes-me sempre pensar, ajudas-me a tomar consciência de muita coisa e a mudar outras tantas. Já te disse anteriormente e volto a dizer, és uma inspiração.
    Neste momento acho que já posso dizer, que o minimalismo começa a tomar conta de mim e dos meus dias. E é incrivel como o menos me tem trazido mais… Mais “espaço” para eu viver o que realemnte faz sentido! E eu agradeço muito por isso!
    Inicialmente quando te comecei a ler pensava assim: “eu quero isto para mim”, hoje sinto “eu já estou a agir assim” e isso é tão gratificante! Lutar pelo que se quer, defender o que achamos que está bem, dar importância ao ser e não ao ter!!
    Enfim o meu comentário ficou demasiado longo, desculpa!
    Beijinho enorme e obrigada por tanto que nos dás!

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