Master Of Simplicity

O que é o minimalismo? (video)

O minimalismo enquanto filosofia de vida é a busca pelo essencial com o intuito de trazer qualidade de vida, realização e felicidade. Mais do que destralhar ou eliminar, é questionar de que modo cada coisa na sua vida tem um propósito e priorizar o que é importante para si. Em síntese, é a prática de uma vida intencional.

Deste modo, como minha vida pode ser melhor se tiver menos coisas?
Você apercebe-se que terá menos coisas para limpar, menos preocupações e compromissos, menos distrações e desarrumações e, consequentemente, mais tempo para o que realmente gosta, mais dinheiro para experiências significantes, mais espaço e proveito do que possui… considerando sempre que tudo o que você tem deve servir para um propósito e acrescentar valor à sua vida.

O minimalismo começa na nossa mente e no nosso coração, desenvolvendo-se de dentro para fora.

Quando escolhemos viver com o essencial, sabemos de imediato que é necessária uma reflexão e análise a nós mesmos para podermos não só agir sem arrependimentos como remover o desnecessário com sabedoria. Assim, também conseguiremos liberdade e calma, em oposição ao stress e ao consumismo a que somos confrontados diariamente.

Sem dúvida que, através do minimalismo, passei a conhecer-me muito melhor! Esta é uma das razões pela qual não existe um guia fixo ou um conjunto de regras para se ser minimalista. Você precisa conhecer-se e procurar o que funciona para si. Quer você viva sozinho ou com uma família grande, tenha um apartamento pequeno ou uma casa grande, o minimalismo aplica-se diferentemente em cada um, mas mantendo em comum as características que citei: o essencial, a procura do propósito, a eliminação do que é distração, o foco e a prática do que te faz sentir feliz.

 

Quando me senti minimalista

O primeiro momento em que eu me senti minimalista foi quando me apercebi que o meu foco não estava mais em “destralhar” ou simplificar, mas sim em selecionar o essencial para mim. O desapego e o ato de minimizar tinham se tornado a consequência.

Senti que a minha vida estava “encarreirada”. Eu estava sabendo conscientemente o que queria para mim, o que eu gostava, o que me fazia feliz. E ao ler outros autores minimalistas, percebia que tínhamos em comum o facto de querermos uma vida “intencional”. Eu estava agindo ativamente pelo meu propósito e me analisava constantemente para me conhecer com autenticidade.

Esta atitude faz todo o sentido conjugada com o desapego de posses materiais, que são na minha opinião um dos grandes factores de distração e afastamento daquilo que queremos. Elas nos consomem tempo demasiado precioso!

Em nada isto significou que fiquei sem “coisas” ou a viver mal, pelo contrário. Prefiro, sem dúvida, ter menos e de melhor qualidade se me for possível. Também não sinto falta de mais, nem sequer de justificar a minha decisão perante uma sociedade consumista que adora julgar. Sinto-me bem comigo mesma e sei que encontrei a filosofia que se adapta ao estilo de vida que tenho e gosto.

 

O que não é minimalismo?

Decididamente minimalismo não é uma competição. Não existe o número certo de posses que você deve ter, muito menos uma imposição do tamanho da sua casa. De salientar também que, como diz Colin Wright, “apenas a remoção de algumas coisas não o faz minimalista, assim como nem comprar uma estátua de Buda o torna budista ou só fazer yoga o faz saudável“.

Na minha opinião, minimalismo não é “uma moda” (mesmo que possa parecer “estar” na moda) mas sim uma filosofia de vida que muitas pessoas praticam há dezenas de anos. Não é o branco e preto, nem o desenvolvimento de uma estética minimalista bonita. Muito menos é o vazio ou o nada.

O minimalismo é a autenticidade de uma personalidade que sabe o que é importante para si.

 

Se eu tiver “muitos” sapatos deixo de ser minimalista?

Frequentemente recebo mensagens questionando quantos sapatos se deve ter (no máximo) para se ser minimalista… ou quantos cobertores… pratos… roupas…

Primeiramente vou exemplificar a minha situação. Em casa trabalhamos com música e produção musical. Logo, temos muitos instrumentos musicais, incluindo diferentes teclados e percussões, entre outros. Esse é o nosso “excesso” e, diga-se, com um imenso orgulho. Mais de 50% do nosso dia é passado convivendo com essa nossa profissão e paixão pessoal. Então esses instrumentos musicais preenchem a nossa semana de alegria, de experiência, de momentos bons e, por ser o nosso “ganha-pão”, de salário também! Em contrapartida, é fácil fazer uma ronda à casa e perceber que não nos empanturramos de coisas.

Voltando à questão inicial, qual a importância dos sapatos para si? De que modo lhe acrescentam valor à sua vida ou lhe trazem felicidade? Uma coisa é certa, não procure comparações com a sociedade. Não existe o número certo mas sim a quantidade que funciona para si e lhe faz conquistar o resultado desejado: uma vida de qualidade, com realização, satisfação, felicidade. Reflita e seja sincero consigo mesmo!

 

Definição de minimalismo com citações por outros autores:

  • Joshua Becker: “o minimalismo é a promoção intencional das coisas que mais valorizamos e a remoção de tudo o que nos distrai disso
  • Leo Babauta: “o minimalismo é um modo de abster-se do que não é essencial com o objetivo de focar no que é realmente importante, o que traz para a nossa vida significado, felicidade e valor”
  • The Minimalists (Joshua Fields Millburn and Ryan Nicodemus): “O minimalismo é a ferramenta que remove o excesso da sua vida com o intuito de focar no que é importante – para que você encontre felicidade, satisfação e liberdade
  • Rachel Jonat: “é sobre a remoção daquilo que não contribui para o resultado desejado

 

E por aí muitos minimalistas?

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