Master Of Simplicity

“Comece por destralhar as suas coisas e não as dos outros.”

Esta é uma das dicas mais fortes, e sem dúvida mais eficazes, de quem procura uma vida mais simples ou minimalista. É também uma das respostas mais comuns que utilizo para quem me questiona tanto por email quanto por skype.

Afinal, porque reparamos tanto nos outros?

Porque é mais fácil. Simples assim.

Vivemos numa sociedade em que é muito mais fácil julgar as posses e as atitudes do outro, do que as nossas. Também é cómodo sentirmos que sabemos o que funciona com os outros, antes sequer de sabermos o que funciona connosco. Achamos que sabemos tudo, mesmo quando somos dependentes do Google para pesquisar qualquer coisinha. E, como consequência, esperamos que os outros sejam o que gostaríamos ou o que não fomos.

Com muita frequência encontrei pais que impunham as aulas de música (que eles desejaram e nunca tiveram) aos seus filhos (independentemente da vontade dos menores). Algo simples como: “estou dando ao meu filho a oportunidade que eu nunca tive e sempre quis” ou “toco piano porque a minha mãe quer” deixara de ser novidade. Eu cheguei a perguntar a alguns pais “se você sempre quis aprender piano, porque não experimenta começar hoje mesmo?”. Obviamente, que me respondiam “oh professora, porque é tarde!…”. Mesmo exemplificando que eu estava lecionando uma turma de música senior, dos 60 aos 75 anos, os pais riam-se, como se eu estivesse brincando que com 30, 40 ou 50 anos ainda era possível aprender música. Por acaso é! Mas nem é isso que está em causa agora, e sim o facto de que, se você deseja algo, conquiste! Lute! Não imponha a sua vontade nos outros. Viva a sua vida.

Sobre a segunda etapa deste desafio

Apesar de na primeira etapa termos olhado para nós mesmos porque o desafio era sobre o “eu”, nesta segunda etapa convido todos a olhar outra vez para nós mesmos pois o desafio é sobre nós. Afinal, que influência constante é esta dos outros em nossa vida? Porque damos tanta importância à opinião alheia? E, porque exercemos frequentemente um julgamento sobre tudo e todos?

Molière afirmou: “deveríamos olhar demoradamente para nós próprios antes de pensarmos em julgar os outros”. No minimalismo, esta afirmação é muito mais importante do que parece.

Durante esta semana serão publicados mais artigos sobre este tema. Convido a todos a reflectirem e a analisarem seus dias: vivo mais a minha vida ou a vida dos outros?

Até breve!

 

2 Responses

  1. Ótima pergunta, amiga! Talvez se parássemos de olhar tanto para os outros e se importar com o que os outros vão dizer. Ou se deixássemos de tentar impor nossos pensamentos ao outro, voltaríamos o olhar para nós mesmos e poderíamos nos desenvolver como pessoa!

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